27 de maio de 2009

Estou assim!

ESTOU ASSIM!

ઇઉ ઇઉ ઇઉ

Às vezes me sinto suspensa
Meio sem vida, no ar, parada
Este sentimento parece que não tem fim,
Gostaria de nunca me sentir assim.
Dentro de mim há uma borboleta encasulada
Que não gosta nada de estar aprisionada,
Quer voar rumo ao infinito,
Quer se ver livre de todo este conflito.
Não sei como sair deste dilema
Queria ter uma solução deste problema
Em que eu mesma me coloquei com uma escolha
Que faz com que eu cada vez mais me recolha.
Eu queria poder voltar no tempo
E desta forma sair deste contratempo,
Fazer uma outra opção na vida
Porque da opção que fiz, estou muito arrependida.
Como das escolhas que fazemos não tem volta,
Não encontro o caminho da reviravolta,
Me liberto na imaginação, no pensamento
E desta forma, da angústia, me afugento.

ઇઉ ઇઉ ઇઉ

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ઇ‍ઉ Vôos ઇ‍ઉ da ઇ‍ઉ Borbollettah ઇ‍ઉ
ઇ‍ઉ Borboletas ઇ‍ઉ

Aos casais... Ante a espessa ramaria
verde, e rendada ao sol deste verão
livres, felizes, cheias de alegria,
as borboletas pelos céus se vão...

Despreocupadas... Pela floração
se perdem, numa inquieta correria...
Onde foram? E em que lugar estão?
Já não se vê o olhar que as perseguia...

Mas, de repente, voltam pelo espaço,
trêmulas e amorosas de cansaço,
asas roxas e azuis ou violetas...

E invejoso pensei, vendo-as pelo ar:
quem me dera nascer, viver e amar,
como aqueles casais de borboletas!

(J.G.de Araujo Jorge)